Dando continuidade aos filmes vistos no cinema (sim, esse blog também é de música e outras coisas, apesar de há meses só o cinema aparecer por aqui em post algum meu...em breve, postarei sobre música, agaurdem!), foi a vez de
"O Escritor Fantasma", finalizado por seu diretor
Roman Polanski enquanto esse cumpre prisão domiciliar na Suíça por uma acusação de estupro a uma menor que ocorreu há mais de 30 anos, e, apesar de se passar nos EUA, foi filmado na Alemanha e outros países da Europa justamente por ele não poder entrar nos EUA por causa dessa acusação. Isso não é problema, dá para acreditar que se está nos EUA. O filme é um bom suspense, daqueles "clássicos": as coisas acontecem gradualmente (no começo, até lentamente demais), não há reviravoltas mirabolantes, tudo é bastante realístico, possível de ser verdade (apesar de ser ficcional, mesmo inspirado em
Tony Blair). A bela trilha sonora de
Alexandre Desplat, um craque já indicado a três Oscars, contribui para o permanente clima de tensão no filme. E, no meio de tanta tensão, tiradas e piadas sensacionais, utilizando-se do famoso humor britânico: cada uma é mais engraçada que as de
"Homem de Ferro 2" somadas, por exemplo. Atuações corretas, apesar de achar que
Pierce Brosnan está um tanto canastrão, e que
Ewan McGregor está muito parecido com o personagem que fez no filme
"O Sonho de Cassandra", de
Woody Allen. Aliás, a fotografia escura, o sotaque britânico dos personagens, a presença de McGregor e
Tom Wilkinson e ainda pelos filmes serem de suspense me fizeram lembrar muito do filme de Allen enqaunto assistia ao de Polanski, que, a propósito, é bastante superior.

#20 -
"O Escritor Fantasma" - 7,5