Um drama meloso chato pra caramba. Tirando o início e o final do filme, é isso que penso de "Sete Vidas", mais um filme no qual Will Smith quer ser o centro máximo das atenções, assim como nos seus três últimos filmes - "Hancock", "Eu Sou A Lenda" e "À Procura da Felicidade". Aliás, em "Sete Vidas" Smith retoma a parceria que lhe rendeu uma indicação ao Oscar com o diretor Gabriele Muccino, de "À Procura...". Mas, se neste tivemos um filme de sucesso, que trabalhava com a emoção sem nunca ser raso nem piegas, em "Sete Vidas" temos o oposto: um filme que força demais a barra para provocar choro na plateia, abusando de cenas intencionalmente chocantes e desnecessárias.
Além de tudo isso, Smith está incrivelmente mal no filme: com a mesma cara de sofrimento em quase todas as cenas, não consegue convencer o espectador. Só para se ter uma idéia, que dá um banho de interpretação nele é a porto-riquenha Rosario Dawson, de filmes irrelevantes como "Controle Absoluto" e "Josie and the Pussycats". Ela, que muitos (inclusive Will Smith, que afirmou que se sentiu acanhado em fazer cenas de sexo com a atriz, pois ela é muito bonita) consideram linda e sexy e tal - eu não! - faz o papel de Emily Posa, uma jovem que necessita de um transplante cardíaco e está muito debilitada. Com uma pequena ajuda da maquiagem, fica-se totalmente convencido de seu estado terminal. Já o personagem de Smith, Ben Thomas, é um fiscal da receita federal que acaba se envolvendo com Emily. Fala para ela diversas vezes que está vivendo mal e tal, que se trata mal, se alimenta mal, mas sua aparência é ridiculamente boa e saudável (está até bastante musculoso, eu diria...).
Não vou revelar mais sobre a história pelo segunite: durante o filme, pensei em dar uma nota 3,0, quem sabe até um 2,0. No entanto, o início, mostrando cenas em flashback fragmentadas (que viriam a aparecer esporadicamente durante todo o filme) e o "surpreendente" final me fizeram aumentar a nota para 5,0. As aspas em surpreendente estão lá pois o filme dá inúmeras dicas o tempo todo de qual será esse fim. Eu é que não costumo perceber essas viradas. E nem tento, para não estragar o filme, digamos assim. No entanto, para alguém que faça isso, ou seja um pouco mais esperto que eu, entenderá rapidamente onde o filme vai chegar, e aí ele se torna bem ruim, uma vez que a reflexão que ele provoca é um tanto quanto egoísta e absurda: Ben Thomas, ao fazer o que faz, acaba por pensar primeiro em si mesmo, e não nos outros, como aparenta. E, por fim: o método como escolhe quem vai ajudar...é absurdo! Exemplo: só porque se é um bom funcionário significa que se é uma boa pessoa, com bom caráter? Verossimilhança passa longe desse dispensável drama...
Mostrando postagens com marcador sete vidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sete vidas. Mostrar todas as postagens
Assinar:
Postagens (Atom)

