Cenas musicais #7 - "Ain't No Mountain High" em "Lado a Lado"

Posted: quinta-feira, 30 de abril de 2009 –
O filme Lado a Lado, de 1998, é um raro drama na carreira do diretor Chris Columbus, diretor de filmes Sessão da Tarde style como "Esqueceram de Mim" (1 e 2), "Uma Babá Quase Perfeita" e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e roteirista de pérolas infanto-juvenis dos anos 80, como "Goonies" e "Gremlins". "Lado a Lado" conta com as estrelas de Hollywood Susan Sarandon, Ed Harris e Julia Roberts, e conta a história de Luke (Harris) que está para se casar com Isabel (Roberts). Luke é separado, tem 2 filhos com Jackie (Sarandon). As crianças são contra o novo casamento do pai, a princípio, e Isabel tem que conquistar a simpatia e confiança dos dois. Jackie tambem não concorda com o jeito "moderninho" de Isabel. Para agravar toda a situação, Jackie está com câncer, e está em fase terminal, com poucos meses de vida. O filme é tocante, belíssimo e triste. É piegas também, admito, mas ainda assim acho-o muito bom. Além da cena musical que destacarei abaixo, tem também a melhor cena de pedido de casamento que já vi no cinema.

"Ain't No Mountain High"
é uma canção de 1967, gravada pelo grande cantor de soul e R&B Marvin Gaye em parceria com Tammi Terrell. A canção foi, em 1970, regravada pela diva Diana Ross, e obteve muito mais sucesso que a versão original (apesar da original ser beeeem melhor!). A história de Marvin e Tammi não poderia ser mais trágica, eu acho: Tammi era uma cantora cujo talento até era reconhecido, mas que não conseguia alcançar o sucesso; eis que ele veio em 1967, justamente com a canção que posto aqui, ao substituir Kim Weston como parceira musical de Marvin Gaye, que já era um dos principais nomes da famosíssima e importantíssima gravadora Motown Records. No entanto, no mesmo ano de 1967, após muitas enxaquecas, Tammi desmaiou nos braços de Gaye durante um show, e foi constatado um tumor cerebral maligno. Os dois continuaram gravando discos (mas pararam de fazer shows) até 1970, quando, aos 24 anos de vida, Tammi faleceu. Isso deixou Gaye devastado, que ficou um ano isolado da música, voltou a lançar um novo disco apenas em 1971 (o fantástico "What's Going On") e a fazer shows no ano seguinte. Sua carreira continuou bem até o fim dos anos 70, quando entrou numa terrível decadência, da qual só saiu com o sucesso vencedor de 2 Grammys em 1983 "Sexual Healing". Ao fim de 1983, estava com sinais de depressão, se isolou novamente e se mudou para a casa dos pais. Ele ameaçou cometer suicídio diversas vezes, depois de numerosas e amargas brigas com seu pai, que, em 1º de abril de 1984, acabaria por assassinar Marvin com um tiro, após uma briga iniciada quando os pais de Gaye discutiam sobre a perda de documentos de negócios. Assim, Marvin Gaye morria um dia antes de completar 45 anos. A ironia é que Gaye foi morto por uma arma que ele próprio havia dado de presente para seu pai. Vixe...credo!!!

Abaixo a cena, que, apesar de todo o post meio down, é bem pra cima! =)

Artista famoso - Kiss; Artista "desconhecido" - Live

Posted: quarta-feira, 15 de abril de 2009 –
Aproveitando a passagem do Kiss pelo Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro, mais especificamente) na semana passada, posto hoje a lista das melhores deles na minha opinião. Minibiografia fica, novamente, para algum dia perdido no tempo...Observação: eles, mesmo com 35 anos de carreira, não possuem músicas boas o suficiente para preencher 2 CDs, por isso que ficou apenas 1 mesmo. E o artista "desconhecido" que o acompanha é o Live. A playlist ao lado já foi modificada.


CD
1- Strutter
2- Deuce
3- Black Diamond
4- Hotter Than Hell
5- Let Me Go, Rock N' Roll
6- Rock And Roll All Nite
7- Detroit Rock City
8- Shout It Out Loud
9- Beth
10- I Want You
11- Calling Dr. Love
12- I Stole Your Love
13- Love Gun
14- Living In Sin
15- I Was Made For Lovin' You
16- I Love It Loud
17- Lick It Up
18- Forever
19- God Gave Rock & Roll To You
20- Psycho Circus
21- We Are One




CD
1- Pain Lies on the Riverside
2- Operation Spirit (The Tyranny of Tradition)
3- The Beauty of Grey
4- Selling the Drama
5- I Alone
6- Lightning Crashes
7- All Over You
8- Lakini's Juice
9- Turn My Head
10- The Dolphin's Cry
11- The Distance
12- Sparkle
13- Run to the Water
14- Nobody Knows
15- Overcome
16- Heaven
17- Run Away
18- The River
19- Mystery

Filmes no cinema #9 - Frost/Nixon

Posted: sábado, 11 de abril de 2009 –

Nota: 8,5


Volte ao ano de 1973. Finja que agora este ano é o presente. David Frost: um apresentador de talk-shows e programa de variedades inglês, conhecido por sua superficialidade; atualmente, está no ar na Inglaterra e na Austrália, mas seu sonho é voltar a fazer sucesso nos Estados Unidos, onde isso ocorreu por um breve mas indelével período de tempo. Richard Nixon: carismático e hábil com as palavras político americano, havia há pouco renunciado à presidência da República dos Estados Unidos da América por causa do escândalo do Watergate, o maior caso de corrupção da História; desejava poder ter sua vida de poder de volta, sendo perdoado pelo povo. Eis que, então, numa união mútua de interesses, os dois decidem marcar uma série de entrevistas, que ficariam marcadas para sempre na vida de ambos, e das quais apenas um sairia vencedor, obviamente.


Esse é o clima no qual se encontra o cerne de Frost/Nixon, filme mais recente do diretor Ron Howard, conhecido por obras como "Uma Mente Brilhante" e "Apollo 13". Frost/Nixon concorreu à 5 Oscars na cerimônia de 2009, dominada por "Quem Quer Ser Um Milionário?", e perdeu todos. Foi indicado nas categorias mais importantes: diretor, filme, ator, roteiro adaptado e edição. Ah, todas indicações foram justas, e merecia até algumas mais...e, inclusive, poderia ter vencido em uma categoria.

O roteiro foi escrito por Peter Morgan, mesmo autor da peça de teatro Frost/Nixon, de 2006, (e também do filme "A Rainha", que para mim foi o melhor filme de 2006) na qual Michael Sheen e Frank Langella interpretavam, respectivamente, David Frost e Richard Nixon. Os dois atores foram mantidos na adaptação para o cinema, o que só poderia fazer bem ao filme. A peça foi muitíssimo bem avaliada pelos críticos, e teve mais de 300 apresentações ao todo, em 2006 em Londres e em 2007 na Broadway. Langella ganhou quase todos os prêmios que existem por sua avassaladora performance como Nixon - Tony Award, Drama Desk Award, Outer Critics Circle Award - e a peça foi indicada em outras categorias em todos eles, também.

Para se ter uma ideia do que eram essas entrevistas, é possível fazer uma comparação um tanto quanto grotesca, mas cuja aproximação é correta: Frost entrevistando Nixon para arrancar dele uma confissão sobre o Watergate seria mais ou menos como o Amaury Jr. (uns anos mais jovens, ok...) tentando conseguir do presidente Lula uma confissão de que sim, ele sabia do caso do mensalão. E, se Langella tem uma performance avassaladora, a de Michael Sheen, que já havia demonstrado enorme talento ao ser Tony Blair em "A Rainha", é igualmente irretocável.

O filme é dividido basicamente em três partes: uma inicial, curta, que tenta contextualizar o espectador no contexto histórico das entrevistas, mostrando como é o trabalho de Frost, e sendo uma espécie de documentário ao mostrar as notícias da época que resultaram na renúncia de Nixon; a segunda parte, longa em excesso ao meu ver, mostra todas as tratativas da entrevista, os preparativos, as dificuldades enfrentadas; e o gran finale é, lógico, a entrevista em si. Entrevista que é mais do que isso, é um enfrentamento, o momento crucial na vida desses dois homens: ambos sabem que, depois de realizada, só sobrará um de pé. A reputação do outro estará arruinada e o destino deste será o esquecimento; o outro terá o que tanto deseja, como já descrevi no primeiro capítulo.

Apesar de ser uma história real, da qual todos sabem qual o fim, o filme consegue manter muitíssimo bem o suspense, graças ao roteiro muito bem adaptado para as telonas, às atuações dos dois atores principais e, óbvio, graças à direção segura de Ron Howard. Saiu de mãos vazias do Oscar, até injustamente: Frank Langella poderia ter ficado com o Oscar de melhor ator, ou então Mickey Rourke por O Lutador, ambos melhores que Sean Penn, na minha opinião (é só procurar vídeos no YouTube do real Nixon e do real Harvey Milk, que foi quem Penn interpretou, para ver o quão afetada demais foi a interpretação do vencedor e, pelo contrário, o quão altiva e no tom certo foi a atuação de Langella). Além disso, total injustiça Michael Sheen ter ficado de fora do páreo do Oscar para melhor ator coadjuvante. Está certo que não tinha a mínima chance contra o Coringa de Heath Ledger, mas uma indicação era o mínimo que merecia.

O filme, no entanto, tem alguns defeitos: como já falei acima, o "segundo ato" é um tanto comprido demais, interessando mais especificamente a jornalistas e interessados no mundo do jornalismo particularmente, mas não ao público em geral. Outra coisa que no início até pareceu interessante mas que no fim foi extremamente ineficiente foi a inserção de depoimentos de personagens do filme como se eles fossem as verdadeiras pessoas, e não atores as interpretando, numa tentativa de deixar o filme mais documentário. Me passou um pouco de falsidade, em vez do objetivo, que era tornar tudo aquilo que acontecia mais real. Mas, enfim, é um grande drama: simples, correto, eficientíssimo.

Cenas musicais #6 - "Fake Plastic Trees" no "comercial do Carlinhos"

Posted: terça-feira, 24 de março de 2009 –
Agora que o Radiohead já passou (e, diga-se, fez dois shows arrebatadores no Brasil), estão pipocando comentários por aí que, após a execução de "Fake Plastic Trees" no show de São Paulo, algumas pessoas da plateia gritaram "Carlinhos, Carlinhos". Mas...quem seria Carlinhos??? Para quem não lembra, Carlinhos era o nome de um garoto com síndrome de Down de um comercial de 1998, criado pela agência de publicidade DM9DDB. Realizado pela dupla de criação Borghi e Erh, foi premiado com o Leão de Bronze no Festival de Publicidade de Cannes, em Nova Iorque e também no Profissionais do Ano, da Rede Globo.

Na época, o Radiohead era uma banda alternativa ainda desconhecida do Brasil, apesar de já ter lançado três discos, sendo, como uma vez li na (extinta) revista Zero, o nota 8 Pablo Honey, o nota 10 The Bends e o nota 12 OK Computer. A propaganda os tornou nacionalmente conhecidos, entre todos os tipos de público, mais ou menos como ocorre quando um artista coloca emplaca um hit numa trilha sonora de novela. A canção ficou conhecida por aqui como "a música do Carlinhos". Pessoas foram às lojas de CDs pedirem por essa canção, o que até gerou certas confusões, como a de uma história que li de um vendedor que perguntou para a cliente se ela queria um CD do Carlinhos Brown...

Enfim, grande música, que foi doada pela banda para um belíssimo comercial:

Especial Festival Just A Fest: Radiohead & Los Hermanos

Posted: segunda-feira, 16 de março de 2009 –
Depois de muito tempo sem postar, estou de volta! Desculpem a demora, está tudo meio corrido pra mim esses dias...Mas volto com o seguinte: nesse fim de semana, ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo o Festival Just a Fest (que ainda tem ingressos disponíveis), que tem como atrações Radiohead, Los Hermanos e Kraftwerk. É um festival importante por alguns motivos: deve ser a última vez que o grupo alemão (atualmente já desfalcado de alguns de seus integrantes principais) que revolucionou a música eletrônica Kraftwerk toca no Brasil; é a volta do cultuado Los Hermanos, depois de um tempo parado no qual cada integrante do grupo se dedicou a projetos paralelos; e é, finalmente, depois de mais de 10 anos de espera, a primeira vez que o grupo inglês Radiohead, frequentemente citado como um dos mais importantes do mundo desde a década de 90, vem fazer shows no Brasil.
Então, como estou sem tempo de escrever a minibiografia do U2 e do Gotthard (algum dia eu escrevo...), resolvi postar minha seleção de músicas do Radiohead e do Los Hermanos. Sem minibiografia de novo...=(



CD

1- Creep
2- High And Dry
3- Fake Plastic Trees
4- Just
5- My Iron Lung
6- Paranoid Android
7- Karma Police
8- No Surprises
9- Lucky
10- Everything in Its Right Place
11- Optimistic
12- Idioteque
13- Pyramid Song
14- Knives Out
15- 2+2=5
16- There There
17- Bodysnatchers
18- Jigsaw Falling into Place

Obs: o CD fica com mais de 80 minutos...fica com praticamente 81. É que não consegui tirar nenhuma das músicas...tentem cortar um pedacinho da longa Paranoid Android, ou então eliminem a que menos gostarem...ou ainda, como o CD do Los Hermanos ficou com espaço sobrando, gravem um duplo Radiohead/Los Hermanos, e passem uma da banda inglesa para o CD dos brasileiros.


CD

1- Anna Júlia
2- Quem Sabe
3- Primavera
4- Todo Carnaval Tem Seu Fim
5- A Flor
6- Retrato pra Iaiá
7- Casa Pré-Fabricada
8- Sentimental
9- Cher Antoine
10- Veja Bem Meu Bem
11- Samba a Dois
12- O Vencedor
13- Último Romance
14- Cara Estranho
15- Além do Que Se Vê
16- Paquetá
17- Morena
18- O Vento
19- Condicional

Cenas musicais #5 - "Falling Slowly" em "Apenas uma Vez"

Posted: terça-feira, 10 de março de 2009 –
Mais bela canção a levar o Oscar de melhor canção original nos anos 00, "Falling Slowly" atingiu tal feito em 2008. Composta por Glen Hansard, vocalista da desconhecida - ao menos no Brasil - banda irlandesa de rock The Frames, em parceria com a tcheca Markéta Irglová, a música é parte da trilha sonora do singelo musical "Apenas uma Vez", de 2006. Nele, duas almas perdidas pelo mundo se encontram e constroem uma história de amor que nunca se consuma de fato, e dura, como diz o título do filme, só uma vez.

Os dois que se encontram no filme são interpretados pelos compositores de "Falling Slowly", músicos na vida real e em "Apenas uma Vez" também. A cena em que cantam a canção que aqui cito é a primeira vez em que cantam juntos, em que ocorre aquela "química mágica" entre eles, representada no filme pela harmonia musical entre os dois. O filme foi feito com baixíssimo orçamento, de maneira totalmente independente, o que mostra a força que tem "Falling Slowly" para ter ganho o Oscar mesmo sendo feita por desconhecidos e estando num filme que foi visto por poucos.

Outra coisa que vale citar é o discurso de agradecimento dos dois ao receber a estatueta do Oscar: Glen agradeceu, e os dois foram "expulsos" do palco pela musiquinha, sabe? Então, no bloco seguinte, o apresentador do Oscar (o genial Jon Stewart) chamou Markéta de volta, para que ela pudesse fazer seu agradecimento. E fez um dos mais belos discursos de agradecimentos que já ouvi...Pode se ver tudo isso aqui. Abaixo, "Falling Slowly".


Putz...mil desculpas!!

Posted: domingo, 8 de março de 2009 –
Está difícil aqui escrever as minibiografias, viu? Vou deixar essa playlist do U2 e do Gotthard no ar até uma data indeterminada...

Fora isso, como deve ter dado pra perceber, o blog continua, porque os outros posts não tomam tanto meu tempo como escrever sobre os artistas da semana.

Desculpem-me, e agradeço a compreensão de antemão!

Filmes no cinema #8 - "Coraline e o Mundo Secreto"

Posted: sábado, 7 de março de 2009 –

Nota: 8,0

"Coraline e o Mundo Secreto" é, com toda certeza, a maior experiência visual que já vivi no cinema. Óbvio que fui assistir à versão 3D do filme, que está disponível em algumas salas que dispõem de projetores com essa tecnologia - tem que usar aqueles óculos, e o ingresso custa mais caro; há também versões 2D em cartaz. O filme é do diretor Henry Selick, o mesmo que apresentou em 1993 "O Estranho Mundo de Jack", filme de certa forma revolucionário, por utilizar magistralmente a animação em stop-motion, mesma técnica utilizada aqui em "Coraline". Escrito pelo próprio Selick, é baseado no premiado livro "Coraline", de 2002, do conhecido Neil Gaiman, cujo trabalho mais célebre é a série de HQs "Sandman". O resultado é muito superior ao obtido com animações em computação gráfica, na minha opinião, dada a maior realidade que é possível enxergar na tela.

O filme conta a história da garota Coraline, uma típica pré-adolescente de uns 12 anos, por aí (e não Caroline, como o filme faz questão de insistir, para deixar clara a diferença entre o tratamento que ela recebe no mundo real e aquele do "mundo secreto" - aliás, sobre Caroline, há uma frase interessante no filme, não sei se baseada em algum estudo, provavelmente não: "nomes comuns fazem com que as pessoas tenham poucas expectativas sobre você"). Coraline acabou de se mudar com sua família - seus pais - para uma nova casa, que, descobre-se depois, tem fama de ser mal-assombrada; é "desprezada" pelos seus pais workaholics, está solitária pois acabou de chegar a um novo local, estranho; enfim, está infeliz. Momento perfeito para que ela caia na tentação da vilã do filme, que a atrai para o mundo secreto, escondido na casa que é mesmo mal-assombrada. Muitas aventuras ela irá passar, até que o previsível final "tudo acaba bem" chega. Ok, é um filme infantil, perfeito que seja assim. No entanto, nem é um filme tão infantil assim: menores de 8, 9, 10 anos podem sentir medo em algumas das cenas, que me fizeram lembrar constantemente de "O Labirinto do Fauno".

Visualmente, como já falei, a animação é impecável: a cena do túnel para o mundo secreto se abrindo é das coisas mais maravilhosas que já pude presenciar (e pena que, na sessão que eu fui, era o único na sala de cinema a fazer isso!! Não havia mais ninguém presente...sessão privada, num Cinemark! =)); e não se preocupem se não a observarem direito, ela aparece mais que uma vez ao longo da projeção; a animação stop-motion somada aos efeitos especiais é realista, mas passa bem o espírito de fantasia espetaculosa da obra: muito movimento, muitas cores, tudo em um mix sensacional; a trilha sonora do francês Bruno Coulais exerce papel importante, e traz delicadeza e suspense nos momentos certos (é melhor nos momentos de delicadeza).

Porém, o filme se resolve muito rapidamente, na minha visão: não conheço o livro de Neil Gaiman, mas acho que tudo ocorre rápido demais depois que Coraline encontra o mundo secreto. Há diversas situações que poderiam ser mais exploradas, gerando um filme que seria uma obra-prima, além de existirem algumas apresentações no mundo secreto (os ratinhos no circo, as atrizes no teatro...) que acabaram ficando longas de mais para mim, passando do ponto e se tornando chatas e me fazendo me desligar um pouco do filme. Do jeito que ficou, "Coraline" é "apenas" uma excelente animação.

Notas #8 - Beatles e cinema nacional

Posted: terça-feira, 3 de março de 2009 –
Apenas copiando e colando a notícia da agência espanhola de notícias EFE, presente em todos os portais brasileiros hoje:
Beatles na universidade! - A Universidade de Manchester, na Inglaterra, oferecerá a partir de setembro um curso intitulado "Os Beatles, a Música Pop e a Sociedade".
Segundo Mike Brocken, chefe do departamento de música popular da universidade, "foram escritos mais de oito mil livros sobre os Beatles, mas não houve até agora um estudo acadêmico sério".
"Os Beatles tiveram um enorme influência sobre a sociedade e não só com sua música, mas também através da moda", afirma Brocken, citado hoje pelo jornal "The Daily Telegraph".
A universidade espera que pessoas que conheceram os membros banda de Liverpool contribuam com o bom andamento do curso de um ano de duração como convidados.


Se Eu Fosse Você 2 - O filme, comédia escrachada a que não assisti, sequência do homônimo a que também não assisti, já havia batido há quase um mês, no dia 10/02, o recorde de bilheteria desde a retomada da produção no cinema brasileiro, em 1995 (se não contarmos correções monetárias, é a maior bilheteria de um filme nacional em todos os tempos), que pertencia a "2 Filhos de Francisco" ("SEFV 2" já ultrapassou R$ 40.000.000 de renda nos cinemas); nesta segunda-feira, 02/03, ao atingir a marca de 5.324.387 espectadores, superou também em público o filme sobre a dupla sertaneja Zezé Di Camargo & Luciano, que tem a marca de 5.319.677 espectadores. Chegou também ao quinto lugar na lista dos filmes brasileiros mais vistos da História dos cinemas nacionais (o recordista ainda é Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), com um público de mais de 10.000.000 de espectadores). Já está confirmada uma sequência, provalvelmente para 2011.

Artista famoso - U2; Artista "desconhecido" - Gotthard

Posted: domingo, 1 de março de 2009 –
Estou até meio envergonhado...mas é o seguinte: mesmo depois de tanto tempo, não escrevi as minibiografias dos artistas da semana, como havia prometido. Posto a seleção das músicas essenciais, e a playlist atualizada. Assim que possível, coloco aqui mesmo nesse local as minibiografias. =)


CD1
1- I Will Follow
2- Gloria
3- Sunday Bloody Sunday
4- New Year's Day
5- "40"
6- Pride (In The Name Of Love)
7- Bad
8- The Unforgettable Fire
9- Where The Streets Have No Name
10- I Still Haven't Found What I'm Looking For
11- With or Without You
12- Bullet the Blue Sky
13- Sweetest Thing
14- Desire
15- Angel Of Harlem
16- When Love Comes to Town
17- All I Want is You
18- Everlasting Love




CD2
1- Even Better Than the Real Thing
2- One
3- Until the End of the World
4- Mysterious Ways
5- Numb
6- Stay (Faraway, So Close!)
7- Discothèque
8- Staring at the Sun
9- Beautiful Day
10- Stuck in a Moment You Can't Get Out Of
11- Elevation
12- Walk On
13- Vertigo
14- Sometimes You Can't Make It on Your Own
15- City of Blinding Lights
16- Original of the Species
17- No Line On The Horizon
18- I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight





CD
1- Firedance
2- Mountain Mama
3- Sister Moon
4- Mighty Quinn (Quinn the Eskimo)
5- Father Is That Enough?
6- One Life One Soul
7- Free And Alive
8- Let It Rain
9- Heaven
10- Homerun
11- Top Of The World
12- Janie's Not Alone
13- One Team One Spirit
14- I Wonder
15- Anywhere Anytime
16- Nothing Left At All
17- Now