Especial Beatles #5 - Ranking dos álbuns

Posted: sexta-feira, 25 de setembro de 2009 –
São 13 álbuns oficiais, dos quais muitas músicas ficaram de fora, sendo lançadas apenas em compactos (equivalentes aos singles de hoje), mais dezenas e dezenas de coletâneas, das mais variadas, além de trocentas coisas lançadas depois que a banda acabou. Assim, fica difícil fazer um ranking dos álbuns dos Beatles. O critério que adotei foi o seguinte: do post abaixo, contei quantas músicas de cada álbum há na lista, desconsiderando aquelas que foram lançadas apenas como compactos. O álbum que tem mais músicas no top 50 é o melhor, e assim por diante. Se houver empate...bem, aí eu decido a posição analisando as outras músicas do disco que não entraram no top 50. Abaixo, a lista dos álbuns e quantas músicas selecionei no post anterior. Depois, o ranking!

Please Please Me (Parlophone, 1963) - 3
With the Beatles (Parlophone, 1963) - 1
A Hard Day's Night (Parlophone, 1964) - 2
Beatles for Sale (Parlophone, 1964) - 1
Help! (Parlophone, 1965) - 5
Rubber Soul (Parlophone, 1965) - 5
Revolver (Parlophone, 1966) - 5
Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (Parlophone, 1967) - 4
Magical Mystery Tour (Capitol, 1967) - 3
The Beatles ("The White Album") (Apple, 1968) - 5
Yellow Submarine (Apple, 1969) - 0
Abbey Road (Apple, 1969) - 6
Let It Be (Apple, 1970) - 2
Total: 42

Past Masters, Volume One (1988)
Past Masters, Volume Two (Apple, 1988)
Total: 8

Portanto, o meu ranking dos álbuns dos Beatles é o seguinte:

1- Abbey Road
2- Rubber Soul
3- Help!
4- The Beatles ("The White Album")
5- Revolver
6- Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band
7- Please Please Me
8- Magical Mystery Tour
9- A Hard Day's Night
10- Let It Be
11- Beatles For Sale
12- With The Beatles
13- Yellow Submarine

Especial Beatles #4 - Top 50!!!

Posted: –
Como prometido no post anterior, meu top 50 de músicas dos Beatles! Ah, e agora vou incluir as músicas não compostas por eles também, tá? Na verdade, apenas duas são covers: Twist And Shout (de Phil Medley e Bert Russell) e Dizzy Miss Lizzy (de Larry Williams). Tem ainda 4 do George Harrison, 1 do Ringo Starr e 43 de John Lennon e Paul McCartney. Dá pra fazer um levantamento de quantas são dos dois realmente, e quantas são quase que inteiramente de um ou de outro, mas vai demorar muito...

1- In My Life
2- I Want To Hold Your Hand
3- Yesterday
4- Twist And Shout
5- Golden Slumbers/Carry That Weight/The End
6- A Day In The Life
7- Girl
8- While My Guitar Gently Weeps
9- Revolution
10- And Your Bird Can Sing
11- Strawberry Fields Forever
12- Let It Be
13- Oh! Darling
14- All My Loving
15- I Saw Her Standing There
16- Hey Jude
17- Something
18- Can't Buy Me Love
19- Helter Skelter
20- With A Little Help From My Friends
21- Eleanor Rigby
22- I've Just Seen a Face
23- I Am The Walrus
24- Here Comes The Sun
25- She Came In Through The Bathroom Window
26- Drive My Car
27- Tomorrow Never Knows
28- I'm Looking Through You
29- Help!
30- When I'm Sixty-Four
31- Day Tripper
32- Here, There and Everywhere
33- And I Love Her
34- Love Me Do
35- Lucy In The Sky With Diamonds
36- We Can Work It Out
37- I Me Mine
38- Dizzy Miss Lizzy
39- Ticket To Ride
40- Norwegian Wood (The Bird Has Flown)
41- Octopus's Garden
42- Rain
43- Paperback Writer
44- Happiness Is A Warm Gun
45- No Reply
46- All You Need Is Love
47- Dear Prudence
48- Back In The U.S.S.R.
49- Good Day Sunshine
50- She Loves You

Especial Beatles #3 - Top 10 diversos

Posted: terça-feira, 22 de setembro de 2009 –
Melhores músicas famosas (regravações não contam, senão Twist and Shout estaria entre as 5 primeiras...):

1- In My Life
2- I Want To Hold Your Hand
3- Yesterday
4- A Day In The Life
5- While My Guitar Gently Weeps
6- Revolution
7- And Your Bird Can Sing
8- Strawberry Fields Forever
9- Let It Be
10- Oh! Darling

E ainda faltaram muuuuitas outras...=( Fora que esse top 10 muda bastante...queria poder fazer um top 50! Bem, eu posso...aguardem!!!


Melhores músicas "desconhecidas"

1- Golden Slumbers/Carry That Weight/The End
2- Girl
3- I've Just Seen a Face
4- She Came In Through The Bathroom Window
5- I'm Looking Through You
6- When I'm Sixty-Four
7- I Me Mine
8- Octopus's Garden
9- You're Going To Lose That Girl
10- Taxman



Piores músicas

1- Ob-La-Di, Ob-La-Da
2- Yellow Submarine
3- Blue Jay Way
4- The Ballad of John And Yoko
5- Long, Long, Long
6- The Fool On The Hill
7- P.S. I Love You
8- Hello Goodbye
9- Why Don't We Do It In The Road?
10- The Long And Winding Road

Foi difícil preencher esse top 10, viu? Um top 5 aqui cairia melhor...

Especial Beatles #2 - Comentários sobre a remasterização e mais

Posted: sexta-feira, 11 de setembro de 2009 –
Hoje já é dia 11/09. Isso significa que o tão esperado dia 09/09/09 já passou. Filas se formaram, fãs torraram milhares e milhares de "dinheiros" (o lançamento foi simultâneo no mundo todo) comprando os mais novos lançamentos dos Beatles: o jogo Rock Band e os discos remasterizados, seja cada um individualmente (em estéreo), seja um box com a discografia toda (em mono ou em estéreo).

E...a remasterização é excepcional!! Deu uma excelente melhora nas músicas, sem fazê-las perder as características originais que as consagraram. Ah, e para quem acha que são detalhes técnicos, que só ouvidos mais treinados percebem, que nada! As diferenças são gritantes, saltam aos ouvidos na primeira audição! Tudo ficou muito mais limpo, com muito mais pegada, se é que me entendem...Saiu aquela impressão de som dos anos 60, parece que eles estão tocando na sua sala! A melhor e mais completa análise saiu no site Pitchfork, em inglês. Tem até fotos comparando as ondas sonoras nas versões antes e depois da remasterização. Aqui.

Para quem tá sem grana, sugiro não baixar qualquer MP3 por aí: na compressão, a qualidade se esvai. É melhor baixar os arquivos em FLAC. Pode-se ler mais sobre o formato aqui. Sim, os arquivos ficam gigantescos (uma música tem em torno de 20 MB), mas compensa. Deixo abaixo um link com todos os discos para download, em FLAC:

http://tinypaste.com/d8fa0

É só descompactar tudo, usando qualquer programinha desses que tem por aí (particularmente, adoro o IZArc), e se preparar para uma nova experiência, que vai fazê-lo endeusar mais ainda os Beatles. E, caso você não os endeusasse, chegou a hora de fazer isso, hehehe.




Além disso, sugiro a leitura de dois textos que encontrei pela internet esses dias, que fazem uma análise...digamos...antropológica de todo o fenômeno que foram os fab four. Um é uma entrevista com um cara meio loucão, mas que diz algumas coisas polêmicas e interessantes, que escreveu um livro chamado "Como os Beatles destruíram o Rock'N'Roll". Aqui. O outro, é um post do blog "Palavra de Homem" (nunca havia o lido até ler esse post; não li nenhum outro post) com o seguinte título: "Os Beatles são uma metáfora da vida". É um texto curto, sensível e que faz um baita sentido. Aqui.

Especial Beatles #1 - Apresentação, discografia e mais

Posted: quinta-feira, 3 de setembro de 2009 –
Um bom modo de começar falando sobre os Beatles é dizendo o nome dos seus quatro integrantes: Paul McCartney (baixo, piano e vocais), John Lennon (guitarra base, piano e vocais), George Harrison (guitarra solo e vocais) e Ringo Starr (bateria e vocais).

Os quatro rapazes de Liverpool simplesmente viraram o mundo da música do avesso, de cabeça pra baixo, reinventaram tudo que existia e inventaram tudo o que conhecemos hoje em termos de bandas de pop rock. Juntamente com Elvis Presley, foram quem definiram a música pop tal qual conhecemos hoje, na minha opinião.

Uma boa introdução à discografia da banda, para quem pouco ou nada conhece, saiu hoje na Folha de S. Paulo e na Folha Online também. Reproduzo abaixo as ilustrações que lá saíram, reiterando que as avaliações e opiniões não necessariamente condizem com as minhas!!! Deixarei-as claras no decorrer do mês...


Elas foram feitas por uma razão especial: 09/09/09, a menos de uma semana, portanto, promete ser um dia especialíssimo para os beatlemaníacos: serão lançados CDs com todas as músicas remasterizadas, e, além disso, o jogo The Beatles: Rock Band com músicas apenas da banda inglesa. Mais informações sobre a remasterização aqui, e sobre o The Beatles: Rock Band aqui. Ah, tem também outro link com algo sobre as duas coisas aqui.

O blog está de volta!!

Posted: quarta-feira, 2 de setembro de 2009 –
Depois de umas férias de quase 4 meses, anuncio que este blog está ressuscitado!!! E o mês de setembro será mais do que especial, por um motivo: todos os posts serão, de alguma forma, relacionados aos Beatles! Por quê? Pois no dia 26 de setembro de 1969, 40 anos atrás, portanto, foi lançado "Abbey Road", o último disco gravado pelo quarteto inglês ("Let It Be" foi lançado depois, mas gravado antes).

Por enquanto, é só. Mas o blog está de volta!!!

Notas #9 - Declaração polêmica de Gene Simmons

Posted: sexta-feira, 8 de maio de 2009 –
Ok, confesso que descobri com certo atraso essa declaração, mas a achei extremamente interessante. É de Gene Simmons, baixista do Kiss, e foi dada à revista "Monet" do mês de abril, em entrevista feita quando da passagem da banda pelo Brasil:


“Seattle matou o rock. (...) Nirvana e Soundgarden fizeram discos bons. Mas quando você via aqueles caras no palco era uma decepção. Eles pareciam mendigos, as pessoas que fuçam no lixo do meu quintal. Isso fez com que a molecada fosse para o rap. Era ali que os ídolos continuavam sendo aquilo que tinha de ser, com carrões, garotas peitudas a tiracolo e cordões de ouro no pescoço”.


Até que faz sentido isso, sim. Tá, muitos descobriram o rock por meio das bandas de Seattle, então "Seattle matou o rock" é exagerado. No entanto, acho completamente plausível dizer que o movimento grunge, de Seattle, matou o trinômio "sexo, drogas e rock'n'roll", que inclui também fama e dinheiro, ao mostrar ao mundo diversas bandas que eram reclusas, como Nirvana e Pearl Jam. Além disso, os líderes das bandas grunge eram pessoas atormentadas, não estavam se divertindo ali - tanto que há mais de um caso de suicídio entre eles. Os rappers assumiram o lugar dos roqueiros, sim. Tanto que nunca mais tivemos roqueiros querendo apenas o famoso trinômio; os que querem, são tachados de ridículos, utópicos, nostálgicos, piadistas. Temos agora o rock como "salvador do mundo", como mostram Bono Vox (U2), Chris Martin (Coldplay)...Ah, sim: o movimento emo também...tsc tsc. Gene Simmons está certo. Uma pena.

Cenas musicais #7 - "Ain't No Mountain High" em "Lado a Lado"

Posted: quinta-feira, 30 de abril de 2009 –
O filme Lado a Lado, de 1998, é um raro drama na carreira do diretor Chris Columbus, diretor de filmes Sessão da Tarde style como "Esqueceram de Mim" (1 e 2), "Uma Babá Quase Perfeita" e "Harry Potter e a Pedra Filosofal" e roteirista de pérolas infanto-juvenis dos anos 80, como "Goonies" e "Gremlins". "Lado a Lado" conta com as estrelas de Hollywood Susan Sarandon, Ed Harris e Julia Roberts, e conta a história de Luke (Harris) que está para se casar com Isabel (Roberts). Luke é separado, tem 2 filhos com Jackie (Sarandon). As crianças são contra o novo casamento do pai, a princípio, e Isabel tem que conquistar a simpatia e confiança dos dois. Jackie tambem não concorda com o jeito "moderninho" de Isabel. Para agravar toda a situação, Jackie está com câncer, e está em fase terminal, com poucos meses de vida. O filme é tocante, belíssimo e triste. É piegas também, admito, mas ainda assim acho-o muito bom. Além da cena musical que destacarei abaixo, tem também a melhor cena de pedido de casamento que já vi no cinema.

"Ain't No Mountain High"
é uma canção de 1967, gravada pelo grande cantor de soul e R&B Marvin Gaye em parceria com Tammi Terrell. A canção foi, em 1970, regravada pela diva Diana Ross, e obteve muito mais sucesso que a versão original (apesar da original ser beeeem melhor!). A história de Marvin e Tammi não poderia ser mais trágica, eu acho: Tammi era uma cantora cujo talento até era reconhecido, mas que não conseguia alcançar o sucesso; eis que ele veio em 1967, justamente com a canção que posto aqui, ao substituir Kim Weston como parceira musical de Marvin Gaye, que já era um dos principais nomes da famosíssima e importantíssima gravadora Motown Records. No entanto, no mesmo ano de 1967, após muitas enxaquecas, Tammi desmaiou nos braços de Gaye durante um show, e foi constatado um tumor cerebral maligno. Os dois continuaram gravando discos (mas pararam de fazer shows) até 1970, quando, aos 24 anos de vida, Tammi faleceu. Isso deixou Gaye devastado, que ficou um ano isolado da música, voltou a lançar um novo disco apenas em 1971 (o fantástico "What's Going On") e a fazer shows no ano seguinte. Sua carreira continuou bem até o fim dos anos 70, quando entrou numa terrível decadência, da qual só saiu com o sucesso vencedor de 2 Grammys em 1983 "Sexual Healing". Ao fim de 1983, estava com sinais de depressão, se isolou novamente e se mudou para a casa dos pais. Ele ameaçou cometer suicídio diversas vezes, depois de numerosas e amargas brigas com seu pai, que, em 1º de abril de 1984, acabaria por assassinar Marvin com um tiro, após uma briga iniciada quando os pais de Gaye discutiam sobre a perda de documentos de negócios. Assim, Marvin Gaye morria um dia antes de completar 45 anos. A ironia é que Gaye foi morto por uma arma que ele próprio havia dado de presente para seu pai. Vixe...credo!!!

Abaixo a cena, que, apesar de todo o post meio down, é bem pra cima! =)

Artista famoso - Kiss; Artista "desconhecido" - Live

Posted: quarta-feira, 15 de abril de 2009 –
Aproveitando a passagem do Kiss pelo Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro, mais especificamente) na semana passada, posto hoje a lista das melhores deles na minha opinião. Minibiografia fica, novamente, para algum dia perdido no tempo...Observação: eles, mesmo com 35 anos de carreira, não possuem músicas boas o suficiente para preencher 2 CDs, por isso que ficou apenas 1 mesmo. E o artista "desconhecido" que o acompanha é o Live. A playlist ao lado já foi modificada.


CD
1- Strutter
2- Deuce
3- Black Diamond
4- Hotter Than Hell
5- Let Me Go, Rock N' Roll
6- Rock And Roll All Nite
7- Detroit Rock City
8- Shout It Out Loud
9- Beth
10- I Want You
11- Calling Dr. Love
12- I Stole Your Love
13- Love Gun
14- Living In Sin
15- I Was Made For Lovin' You
16- I Love It Loud
17- Lick It Up
18- Forever
19- God Gave Rock & Roll To You
20- Psycho Circus
21- We Are One




CD
1- Pain Lies on the Riverside
2- Operation Spirit (The Tyranny of Tradition)
3- The Beauty of Grey
4- Selling the Drama
5- I Alone
6- Lightning Crashes
7- All Over You
8- Lakini's Juice
9- Turn My Head
10- The Dolphin's Cry
11- The Distance
12- Sparkle
13- Run to the Water
14- Nobody Knows
15- Overcome
16- Heaven
17- Run Away
18- The River
19- Mystery

Filmes no cinema #9 - Frost/Nixon

Posted: sábado, 11 de abril de 2009 –

Nota: 8,5


Volte ao ano de 1973. Finja que agora este ano é o presente. David Frost: um apresentador de talk-shows e programa de variedades inglês, conhecido por sua superficialidade; atualmente, está no ar na Inglaterra e na Austrália, mas seu sonho é voltar a fazer sucesso nos Estados Unidos, onde isso ocorreu por um breve mas indelével período de tempo. Richard Nixon: carismático e hábil com as palavras político americano, havia há pouco renunciado à presidência da República dos Estados Unidos da América por causa do escândalo do Watergate, o maior caso de corrupção da História; desejava poder ter sua vida de poder de volta, sendo perdoado pelo povo. Eis que, então, numa união mútua de interesses, os dois decidem marcar uma série de entrevistas, que ficariam marcadas para sempre na vida de ambos, e das quais apenas um sairia vencedor, obviamente.


Esse é o clima no qual se encontra o cerne de Frost/Nixon, filme mais recente do diretor Ron Howard, conhecido por obras como "Uma Mente Brilhante" e "Apollo 13". Frost/Nixon concorreu à 5 Oscars na cerimônia de 2009, dominada por "Quem Quer Ser Um Milionário?", e perdeu todos. Foi indicado nas categorias mais importantes: diretor, filme, ator, roteiro adaptado e edição. Ah, todas indicações foram justas, e merecia até algumas mais...e, inclusive, poderia ter vencido em uma categoria.

O roteiro foi escrito por Peter Morgan, mesmo autor da peça de teatro Frost/Nixon, de 2006, (e também do filme "A Rainha", que para mim foi o melhor filme de 2006) na qual Michael Sheen e Frank Langella interpretavam, respectivamente, David Frost e Richard Nixon. Os dois atores foram mantidos na adaptação para o cinema, o que só poderia fazer bem ao filme. A peça foi muitíssimo bem avaliada pelos críticos, e teve mais de 300 apresentações ao todo, em 2006 em Londres e em 2007 na Broadway. Langella ganhou quase todos os prêmios que existem por sua avassaladora performance como Nixon - Tony Award, Drama Desk Award, Outer Critics Circle Award - e a peça foi indicada em outras categorias em todos eles, também.

Para se ter uma ideia do que eram essas entrevistas, é possível fazer uma comparação um tanto quanto grotesca, mas cuja aproximação é correta: Frost entrevistando Nixon para arrancar dele uma confissão sobre o Watergate seria mais ou menos como o Amaury Jr. (uns anos mais jovens, ok...) tentando conseguir do presidente Lula uma confissão de que sim, ele sabia do caso do mensalão. E, se Langella tem uma performance avassaladora, a de Michael Sheen, que já havia demonstrado enorme talento ao ser Tony Blair em "A Rainha", é igualmente irretocável.

O filme é dividido basicamente em três partes: uma inicial, curta, que tenta contextualizar o espectador no contexto histórico das entrevistas, mostrando como é o trabalho de Frost, e sendo uma espécie de documentário ao mostrar as notícias da época que resultaram na renúncia de Nixon; a segunda parte, longa em excesso ao meu ver, mostra todas as tratativas da entrevista, os preparativos, as dificuldades enfrentadas; e o gran finale é, lógico, a entrevista em si. Entrevista que é mais do que isso, é um enfrentamento, o momento crucial na vida desses dois homens: ambos sabem que, depois de realizada, só sobrará um de pé. A reputação do outro estará arruinada e o destino deste será o esquecimento; o outro terá o que tanto deseja, como já descrevi no primeiro capítulo.

Apesar de ser uma história real, da qual todos sabem qual o fim, o filme consegue manter muitíssimo bem o suspense, graças ao roteiro muito bem adaptado para as telonas, às atuações dos dois atores principais e, óbvio, graças à direção segura de Ron Howard. Saiu de mãos vazias do Oscar, até injustamente: Frank Langella poderia ter ficado com o Oscar de melhor ator, ou então Mickey Rourke por O Lutador, ambos melhores que Sean Penn, na minha opinião (é só procurar vídeos no YouTube do real Nixon e do real Harvey Milk, que foi quem Penn interpretou, para ver o quão afetada demais foi a interpretação do vencedor e, pelo contrário, o quão altiva e no tom certo foi a atuação de Langella). Além disso, total injustiça Michael Sheen ter ficado de fora do páreo do Oscar para melhor ator coadjuvante. Está certo que não tinha a mínima chance contra o Coringa de Heath Ledger, mas uma indicação era o mínimo que merecia.

O filme, no entanto, tem alguns defeitos: como já falei acima, o "segundo ato" é um tanto comprido demais, interessando mais especificamente a jornalistas e interessados no mundo do jornalismo particularmente, mas não ao público em geral. Outra coisa que no início até pareceu interessante mas que no fim foi extremamente ineficiente foi a inserção de depoimentos de personagens do filme como se eles fossem as verdadeiras pessoas, e não atores as interpretando, numa tentativa de deixar o filme mais documentário. Me passou um pouco de falsidade, em vez do objetivo, que era tornar tudo aquilo que acontecia mais real. Mas, enfim, é um grande drama: simples, correto, eficientíssimo.