Artista "desconhecido" - The Wallflowers

Posted: domingo, 18 de janeiro de 2009 –



The Wallflowers é uma banda americana que começou em 1989, tocando nas casas noturnas de Los Angeles, Califórnia. Atualmente, tem três membros fixos: seu vocalista, guitarrista, compositor e fundador da banda, Jakob Dylan - filho caçula do completamente lendário Bob Dylan, e conhecido por ser chamado de galã entre as garotas... -, o baterista Fred Eltringham, que entrou na banda em 2003, e o baixista Greg Richling, que se juntou ao Wallflowers em 1993. Também já passaram pela banda: Mario Calire, baterista (1995-2003), Barrie Maguire, baixista (1989-1993), Peter Yanowitz, baterista (1989-1994), Tobi Miller, guitarrista (1989-1995), Michael Ward, guitarrista (1996-2001), além do tecladista Rami Jaffee (1990-2008).

O primeiro disco, de 1992, auto-intitulado The Wallflowers, foi um sucesso de crítica e um fracasso de público, vendendo inicialmente apenas 40.000 cópias (hoje, estima-se que já tenham sido vendidas 1.000.000 de cópias pelo mundo). É, de fato, o "menos bom" álbum de estúdio do Wallflowers: letras "meia-boca", produção idem, que deixa as músicas com um som sujo, apenas fazem da banda uma nova promessa do mercado fonográfico.

Promessa essa que se cumpre no álbum seguinte, Bringing Down The Horse. Celebrado hoje como um dos grandes álbuns de pop/rock dos anos 90, o álbum já vendeu 6 milhões de cópias ao redor do planeta desde que foi lançado, em 1996. Rendeu três indicações ao Grammy para Jakob Dylan, e duas para a banda (sendo dois prêmios): na premiação de 1997, "6th Avenue Hearthache" (o primeiro single do disco) foi indicada na categoria "Melhor Performance Vocal por uma Dupla ou Grupo de Rock" (banda), e na categoria "Melhor Composição de Rock" (Dylan); na premiação de 1998, "One Headlight", hit número um da banda ao redor do planeta, ganhou o Grammy de "Melhor Performance Vocal por uma Dupla ou Grupo de Rock" (banda) e de "Melhor Composição de Rock" (Dylan), e Dylan ainda teve uma segunda indicação na categoria de composição, por "The Difference". O clipe de "One Headlight" ainda foi indicado em 4 categorias no VMA de 1997: "Escolha da Audiência", "Melhor vídeo por um Grupo", "Artista Revelação" e "Melhor edição", sendo que perdeu todos...No mesmo VMA, a banda cantou "One Headlight" acompanhada pelo grande Bruce Springsteen.

"One Headlight" é, realmente, uma sensacional música e perfeitamente executada, mereceu todo o sucesso e reconhecimento que obteve: como exemplo, note o recurso onomatopaico que Dylan usa na letra, na parte "I turn the engine, but the engine doesn't turn" (tradução: eu dou a partida no motor, mas o motor não liga). Pronuncie a frase. Irá ver que o som dela é exatamente o mesmo barulho que faz um motor ao se dar a partida e não ligar...Genial!

Na "crista da onda", em 1998 são chamados para regravar a música "Heroes", de David Bowie, para a trilha sonora do filme "Godzilla". Essa versão também se torna um grande sucesso pelo mundo todo.

Depois do auge, atingido por conta do álbum supracitado, o Wallflowers nunca mais conseguiu voltar ao topo, apesar de continuar lançando ótimas músicas e discos: em 2000, lançou (Breach), segundo pior disco da carreira deles, mas que contém algumas das melhores músicas (e só; são as que estão na minha seleção, o resto é ruim), como as enérgicas "Letters from the Wasteland" e "Sleepwalker", sendo que esta última fez relativo sucesso no Brasil.

Em 2002, outro álbum. Bom, mas nada sensacional, Red Letter Days tem como destaques, entre outras, "Everything I Need" e "Everybody Out Of The Water", que faz parte da trilha sonora do seriado C.S.I..

Em 2005, lançam seu último disco por enquanto: Rebel, Sweetheart. Para mim, esse disco consegue ser quase tão bom quanto o Bringing Down The Horse, apesar de não ter feito nem 5% do sucesso que o outro fez. Músicas como "The Beautiful Side Of Somewhere", inspirada nos atentados de 11 de Setembro e na Guerra do Iraque, e "Here He Comes (Confessions of a Drunken Marionette)" e seu assobio inicial fazem deste um álbum coeso, que não deixa em nenhum momento a peteca cair. Não é original, mas é feito com extrema competência.

Em 2008, Jakob Dylan lançou seu primeiro trabalho solo, Seeing Things. Fazendo uma música que o aproxima de seu pai, mais voz e violão, realizou outro bom disco. Porém, não faz muito meu gosto esse tipo de música que tem mais o estilo folk...


CD
1- Sugarfoot
2- Sidewalk Annie
3- One Headlight
4- 6th Avenue Heartache
5- Three Marlenas
6- The Difference
7- Heroes
8- Letters from the Wasteland
9- Hand Me Down
10- Sleepwalker
11- Some Flowers Bloom Dead
12- When You're On Top
13- How Good It Can Get
14- Everybody Out of The Water
15- Everything I Need
16- The Passenger
17- The Beautiful Side Of Somewhere
18- Here He Comes (Confessions of a Drunken Marionette)
19- Nearly Beloved

Artista famoso - Elton John

Posted: sexta-feira, 16 de janeiro de 2009 –



Elton John, na verdade, é Sir Elton Hercules John, nascido Reginald Kenneth Dwight, em Londres, no dia 25 de março de 1947. Seu nome artístico advém de dois integrantes de sua antiga banda, Bluesology - Elton Dean (saxofonista) e Long John Baldry (líder da banda).

Em 1967, estabeleceu a parceria que o faria um dos maiores astros do pop de todos os tempos, com o letrista Bernie Taupin: Elton compunha as melodias, e Bernie as letras; o primeiro álbum de Elton, Empty Sky, só tem músicas dos dois, no qual se destaca a bela "Skyline Pigeon", que fala sobre o rompimento de um relacionamento, sobre libertação, e que ficou mais famosa no Brasil que em outros lugares do mundo, por ter sido trilha sonora da novela global Carinhoso, de 1973.

O primeiro álbum não fez sucesso mundo à fora, mas o segundo foi o grande estouro de sua carreira: o auto-intitulado Elton John traz a música que, até hoje, é a mais conhecida e regravada de Elton: "Your Song". Composta em apenas um dia, no qual Bernie compôs a letra e a passou para Elton, que, na sala da casa de sua mãe, ao piano, criou a melodia, ficou famosa no século XXI ao ser usada no fantástico musical-pop-moderno-doideira Moulin Rouge, de 2001, nessa cena.

Os próximos 7 discos de estúdio da carreira de Elton John, feitos entre 1971 e 1975, são totalmente irretocáveis, perfeitos. Não sou só eu que acho isso: Axl Rose, vocalista do Guns N' Roses, já deu declarações à MTV afirmando isso, e que Elton é um de seus artistas favoritos. Além disso, Axl já usou a música "The One", do Elton John dos anos 90, que falarei a seguir, como uma das introduções de "Sweet Child O' Mine", durante a "Use Your Illusion Tour". Em 1992, Axl e Elton ainda cantaram juntos em 2 shows: num tributo à Freddie Mercury, falecido vocalista do Queen, tocaram "Bohemian Rhapsody", da banda do homenageado, e no VMA, premiação da MTV americana, tocaram "November Rain", do Guns.

Os 7 álbuns são: de 1970, o conceitual e experimental Tumbleweed Connection, que, apesar de não ter nenhuma música em minha selação abaixo, é um belo trabalho que mistura country e blues para falar sobre o velho oeste americano; de 1971, Madman Across The Water, da genial "Tiny Dancer", sobre a qual falei uns posts atrás; de 1972, vem Honky Château, da clássica "Rocket Man"; em 1973, mais dois álbuns: Don't Shoot Me I'm Only The Piano Player, que tem, segundo Taupin, a canção mais mal interpretada já escrita pelos dois: "Daniel". Ela fala "sobre um cara que voltou para uma pequena cidade no Texas, retornando a partir da Guerra do Vietnã. As pessoas da cidade elogiaram ele quando chegou em casa e o tratavam como um herói. Mas ele só queria ir para casa, voltar à fazenda, e tentar voltar para a vida que ele levava antes. Eu queria escrever algo que era simpático para as pessoas que vieram para casa", disse Bernie. Mas muitos pensam, até hoje, que Daniel era um namorado de Elton...Aliás, Elton John declarou sua bissexualidade em 1976, em entrevista à revista Rolling Stone. Em 1984, casou-se com a engenheira de som Renate Blauel, tendo a união se dissolvido em 1988. Em 2005 celebrou contrato de parceria civil com David Furnish, com o qual vive desde meados da década de 1990.

O outro disco de 1973 é o maior sucesso comercial da carreira de Elton: Goodbye Yellow Brick Road, numa citação à estrada de tijolos amarelos de "O Mágico de Oz". O álbum vendeu mais de 7 milhões de cópias nos EUA, mais de 30 milhões pelo mundo até hoje, e tem hits como "Candle In The Wind", um tributo à Norma Jean, cujo nome artístico era Marilyn Monroe. Mais tarde, em 1997, essa música se tornou um tributo à Princesa Diana, com algumas alterações na letra, e essa versão é considerada pelo Guiness Book como o single de maior vendagem da História, desde que se tem registros (se estima que o vencedor seria "White Christmas", de Bing Crosby, de 1940). Em 1974, Elton lança Caribou, do grande sucesso "Don't Let The Sun Go Down On Me". Essa sequência mágica termina com Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy, mais um que é conceitual e espetacular, mais pop dessa vez, como o hit "Someone Saved My Life Tonight". O CD1 que fiz termina com 2 singles: "Philadelphia Freedom", de 1975, música feita em homenagem à tenista Billie Jean King, que treinava na equipe cujo nome era o mesmo da canção, e "Don't Go Breaking My Heart", dueto de ritmo disco com Kiki Dee, escrito por John e Taupin sob o pseudônimo Ann Orson e Carte Blanche (um trocadilho sobre a expressão americana "an horse and cart, blanche").

O CD2 começa com "Sorry Seems To Be The Hardest Word", do álbum Blue Moves, de 1976, que é o último antes de um breve rompimento da parceria entre Elton e Bernie, retomada à plenitude no excelente Too Low For Zero, de 1983, dos hits "I'm Still Standing" e "I Guess That's Why They Call It The Blues". Entre esses dois discos, Elton John lançou 5 fracos álbuns, só de destaca a música "Blue Eyes" e o fato dele ter trabalhado pela primeira vez com o letrista Tim Rice. Após esse álbum de 1983, Elton passa os anos 80 lançando álbuns médios para ruins, que contém uma média de um hit cada, daqueles que tocam até hoje em rádios como a Alpha FM, veja o caso de "Nikita", do álbum "Ice on Fire" de 1985. Em 1989, lança outro trabalho com as mesmas características (Sleeping With The Past) mas, por algum motivo daqueles inexplicáveis, "Sacrifice" alcança um sucesso nunca antes visto, se tornando a primeira música de Elton John, cantando sozinho, a alcançar o número um das paradas do Reino Unido (o dueto com Kiki Dee já havia conseguido esse feito).

Os anos 90 começam, e Elton continua a carreira da mesma forma como encerrou os anos 80, ao lançar em 1992 o álbum The One, que contém o hit homônimo, que já citei antes nesse texto. Em 1994, em parceria com Tim Rice, que também já foi citado, lança algumas músicas para a trilha sonora do desenho animado O Rei Leão, que fizeram tanto sucesso quanto o desenho, com músicas que vão desde a animada e bobinha "Hakuna Matata", passando por "Circle of Life" e chegando na romântica "Can You Feel The Love Tonight?", que rendeu o Oscar de 1995 à dupla de compositores (as três músicas que citei foram indicadas, de um total de 5 na categoria!). Em 1995, Elton volta ao passo que sua carreira estava: no mesmo ano lança Made In England, de "Believe", e em 1997 The Big Picture, de "Something About The Way You Look Tonight". Em 1999, em mais uma parceria com Tim Rice, lança o musical Aida, encenado na Broadway, baseado na ópera homônima de Giuseppe Verdi. O sucesso a ser destacado, música que funciona fora do musical, é "Written In The Stars", dueto de Elton e LeAnn Rimes.

Em 2000, Elton John, em nova parceria com Rice, mostra que ainda pode ter algo a dar ao mundo da música, com mais uma trilha sonora, dessa vez para o desenho animado O Caminho Para El Dorado. Apesar de ser um bom disco, nada a ser destacado individualmente. Em 2001, Elton confirma sua boa forma com o disco Songs From The West Coast, que tem o hit "I Want Love" (cujo belo clipe conta com o ator Robert Downey Jr., de Homem de Ferro) e a digna de seus velhos tempos nos anos 70 "
This Train Don't Stop There Anymore" (cujo clipe tem Justin Timberlake travestido de Elton John). Com os álbuns Peachtree Road, de 2004, e The Captain & The Kid, de 2006, Elton John mostra que sim, ainda tem muito a oferecer. Escolhi uma música de cada álbum para minha seleção por falta de espaço. Caberiam umas 2 ou 3 de cada disco sem problema.

Ótimo showman, e sempre preocupado em oferecer belos espetáculos visuais, se preocupando também com figurino, cenários, telões, etc., Elton John está em cartaz em Las Vegas com a turnê Red Piano desde 2004. Concebida primeiramente sendo pensada como exclusiva para tal lugar, já excursionou pela Europa (foi inclusive o show de réveillon em Londres, na passagem de 2008 para 2009) e aporta aqui no Brasil esse fim de semana, com shows em São Paulo em 17/01 e Rio de Janeiro em 19/01. Sua temporada em Las Vegas termina em abril de 2009, e a turnê Red Piano acaba na Alemanha, em julho.

CD1
1- Skyline Pigeon
2- Your Song
3- Take Me to the Pilot
4- Tiny Dancer
5- Honky Cat
6- Rocket Man (I Think It's Going to Be a Long, Long Time)
7- Daniel
8- Crocodile Rock
9- Candle In The Wind
10- Bennie and the Jets
11- Goodbye Yellow Brick Road
12- Saturday Night's Alright for Fighting
13- The Bitch Is Back
14- Don't Let The Sun Go Down on Me
15- Someone Saved My Life Tonight
16- Philadelphia Freedom
17- Don't Go Breaking My Heart

CD2
1- Sorry Seems To Be The Hardest Word
2- Blue Eyes
3- I'm Still Standing
4- I Guess That's Why They Call It the Blues
5- Sad Songs (Say So Much)
6- Nikita
7- Sacrifice
8- The One
9- Can You Feel The Love Tonight?
10- Circle of Life
11- Believe
12- Something About The Way You Look Tonight
13- Written in the Stars
14- I Want Love
15- This Train Don't Stop There Anymore
16- Answer In The Sky
17- Just Like Noah's Ark


O post sobre o artista desconhecido sai amanhã à noite. Esse foi antecipado, como já falei, por ocasião do show do Elton John, que a Rede Globo transmitirá amanhã, sábado, logo após o Big Brother Brasil.

Obs: Ver o post "Erratas sobre o Elton John"

Notas #2 - Ui!

Posted: quarta-feira, 14 de janeiro de 2009 –



Elton John exige número certo de cada flor em camarim

O cantor, compositor e pianista inglês Elton John - que toca sábado em São Paulo e segunda-feira no Rio de Janeiro - exigiu da decoração de seu camarim em Santiago, onde se apresenta no dia 24, um número certo de cada flor e até o tamanho de seus talos, informou o jornal chileno La Tercera.

Segundo o jornal, ele pediu bonsais ou palmeiras, cinco rosas ou orquídeas cor-de-rosa e outras duas brancas, especificando que os talos das flores não devem ter espinhos nem folhas e devem medir exatamente 11 centímetros.



Carros para Elton John no Brasil somam R$ 1,6 mi

Segundo a assessoria da empresa que traz o show ao Brasil, o cantor irá circular em um Audi Q7 blindado, mesmo modelo usado por Madonna em seus shows em dezembro do ano passado. Ao todo, dois modelos do Q7, um A8 e um A6 compõe a frota do compositor britânico.

Filmes no cinema #2 - "A Troca"

Posted: terça-feira, 13 de janeiro de 2009 –

Nota: 7,0


Antes da crítica, é necessário destacar o que vi da carreira de dois nomes desse filme: o de seu diretor, Clint Eastwood, e o de sua protagonista, Angelina Jolie: da última, até que vi bastantes filmes, nem sabia que tinha visto tantos...Além de "A Troca", vi o recente e bem inútil "O Procurado", o chato "O Bom Pastor", o pavoroso "Sr. e Sra. Smith", o fantástico "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã", o lamentável "Lara Croft: Tomb Raider", o legalzinho "Uma Vida em Sete Dias" e o que vale a pena apenas pelos carros "60 Segundos"; do primeiro, considerando apenas sua carreira como diretor, vi poucos filmes, sendo que "A Troca" é seu 28º longa: o necessário "Cartas de Iwo Jima" (nota: 8,5), o desnecessário "A Conquista da Honra" (nota: 6,5), o mais que perfeito "Menina de Ouro" (nota: 10) e o sensacional "Sobre Meninos e Lobos" (nota: 9,5).

Pelas notas, já deu pra ver que achei "A Troca" o segundo pior filme que vi de Clint, sendo melhor apenas que "A Conquista da Honra". No entanto, acho que seu trabalho como diretor foi pior em seu filme mais recente: o filme é um tanto quanto tedioso e linear (culpa também do roteiro), o que o faz ter uma nota relativamente alta são a direção de arte, impecável na recriação de época da Los Angeles dos anos 20, e a atuação de Jolie, de longe a melhor que ela já fez em todos os filmes que eu assisti (claro que o papel ajuda...). Mas Eastwood, ao não colocar freios nela, a deixa fazer o que quiser com sua personagem Christine Collins, que é uma mulher que realmente existiu (no início do filme, vemos "A true story" na tela). Basicamente: num sábado, ela sai para fazer hora extra no trabalho e deixa seu filho Walter sozinho em casa; quando volta, ele não está mais lá. Ela o busca, a polícia de Los Angeles (que era reconhecida por ser a mais violenta e corrupta dos EUA na época) o busca, até que, 5 meses depois, um menino é trazido pela polícia até ela. Logo de cara, ela reconhece que não é o seu filho, mas, pressionada pelos policiais, que querem limpar sua imagem com a imprensa, ela aceita ficar com essa criança. Depois, decide ir à polícia novamente, para falar que não era o seu filho, mas a polícia encerrou o caso. Então, entra em cena o reverendo Briegleb (John Malkovich), inimigo da corrupção e do Estado em geral, sempre pensando no bem da população. Ele ajuda Christine a enfrentar a polícia, que acaba acusando-a de estar "psicologicamente alterada" e de querer ter uma vida tranquila, fugindo da responsabilidade de criar uma criança, por primeiro aceitar o "filho", e agora não o querer mais. Vai parar num manicômio, de onde só sai ao se descobrir o que realmente deve ter acontecido com seu filho. Não vou contar mais senão estrago o filme. Christine foi uma grande mulher, um símbolo de resistência numa época em que mulheres não tinham voz, ainda mais uma mãe solteira, como ela: conseguiu mobilizar a sociedade toda e, por fim, mudou a polícia de Los Angeles.

Voltando à análise: Clint deixa Jolie totalmente livre no papel, e ela exagera horrores, parecendo fake em diversos momentos, em minha opinião. Apesar de já ter um Oscar de atriz coadjuvante pelo filme "Garota, Interrompida", de 1999, Angelina parece querer ganhar mais um, de atriz principal, para provar para todos que tem talento, não é apenas uma bela boca e uma estrela sem conteúdo, como muitos astros de Hollywood por aí. Porém, deverá até ser indicada por este filme, pois sem dúvida faz um trabalho competente, mas força tanto que não irá levar a estatueta...E Eastwood deixou isso ocorrer, o que é meio natural dele: na maioria das vezes, deixa na versão final de seus filmes a primeira tomada de cada cena, e deixa os atores livres para "fazerem o que quiserem". Mas, diferentemente de Hillary Swank, Sean Penn e Tim Robbins, todos oscarizados sob a direção de Clint, Jolie prova não ter competência suficiente para se controlar diante da tentação de expressões, choros e gritos exagerados...

Enfim, é um bom filme, merece ser visto pela história ser real e relevante, por ser um filme de Clint Eastwood, o que por si só já é um atestado de qualidade, mas imperdível não é.

Cenas musicais #1 - "Tiny Dancer" em "Quase Famosos"

Posted: segunda-feira, 12 de janeiro de 2009 –
Na "seção" Cenas musicais, haverá um breve comentário sobre uma cena de um filme cujo principal elemento seja uma música. A primeira, está aqui por cinco motivos:

1- O filme Quase Famosos, de 2000, que é praticamente a cinebiografia de seu diretor, Cameron Crowe, é excepcional (falarei mais dele numa crítica que farei quando reassisti-lo, já que o vi há uns 7 anos...);
2- A cena é linda, tocante, emocionante, mostra o poder de união e mudança de espírito que uma música provoca nas pessoas (até Dave Grohl, fundador e vocalista dos Foo Fighters, acha isso...);
3- O autor da música, Elton John, está chegando ao Brasil no próximo final de semana, para show dia 17/01 em São Paulo e 19/01 no Rio de Janeiro;
4- A música, "Tiny Dancer" (originalmente no álbum "Madman Across The Water", de 1971; letra de Bernie Taupin e música de Elton John), é fantástica também fora da cena: na lista das 500 melhores músicas da História, feita pela revista Rolling Stone, ela ficou em 387º lugar, por exemplo;
5- Além disso, me apresentou ao fantástico mundo das músicas que Elton John fez nos anos 70, muuuito melhores que as que eu conhecia até ouvir essa, como por exemplo aquela do filme "O Rei Leão", "Can You Feel The Love Tonight?", vencedora do Oscar de 1995 de melhor canção original.

Enfim, por tudo isso essa cena está aqui embaixo. Ah, e preparem-se! O texto sobre os artistas da semana será antecipado para sexta-feira. Isso porque o artista famoso da vez será...Elton John! Para poder aproveitar melhor o show de São Paulo (que a Globo promete transmitir no sábado à noite), já a partir de sexta vocês verão aqui as músicas essenciais, que serão uns 70% do repertório do show. Agora, assista à mágica cena:


Artista famoso - Aerosmith; Artista "desconhecido" - Teenage Fanclub

Posted: sábado, 10 de janeiro de 2009 –

O Aerosmith surgiu em 1969, em Boston, Massachusetts (com a formação "clássica", apenas em 1971), e pode ser chamado de resumo e união norte-americanos de duas gigantescas influências britânicas: Led Zeppelin e The Rolling Stones. Atualmente, apesar dos quase 40 anos de atividade, ainda é composta por seus 5 integrantes "clássicos": Steven Tyler (vocais), Joe Perry (guitarra solo), Brad Whitford (guitarra base), Tom Hamilton (baixo) e Joey Kramer (bateria).

Assinaram contrato em 1972 com a Columbia Records (subsidiária da Sony Music), para, em 1973, lançarem seu primeiro álbum, Aerosmith, que contém a música "Dream On" (algo como "se iluda"), composta por Tyler quando este tinha 17 anos, num momento de raiva com os outros integrantes da banda. Até hoje, é uma das mais esperadas nos shows. Em 1974, lançam seu segundo disco, Get Your Wings, o que faz sua popularidade aumentar. Em 1975, lançam sua obra-prima: Toys in the Attic. Tem músicas de vários estilos: "Toys In The Attic" é um rock à la Zeppelin em que os influenciados se saem até melhor que a fonte inspiradora, "Walk This Way" e sua levada meio rap, que depois salvaria a banda, "Sweet Emotion" e sua marcante linha de baixo, e ainda a baladaça "You See Me Crying", que fecha o álbum. Depois, no ano seguinte, outro álbum fenomenal: Rocks, o preferido de Slash, ex-guitarrista do Guns N' Roses. Com músicas pesadas como "Back In The Saddle", perfeita para abrir shows, outras com um quê de pop, como "Sick As a Dog", e outra bela balada fechando o álbum ("Home Tonight"). O álbum seguinte, Draw the Line, veio com poucos hits, apenas "Draw The Line" e "Kings And Queens", mas essas duas músicas estão no meu top 5 de músicas do Aero. A capa do álbum, com uma caricatura dos 5 integrantes, é das mais legais da discografia da banda.

Em 1979, Night in the Ruts começa a marcar a transição para um período complicadíssimo para o Aerosmith: há alguns anos, Tyler e Perry eram conhecidos pela alcunha de Toxic Twins ("gêmeos tóxicos"), pelo constante e maciço uso de drogas, dos mais variados tipos (os outros integrantes da banda também faziam uso dessas substâncias). No período final gravação de Night in the Ruts, Joe Perry deixa a banda, sendo seguido por Brad Whitford, em 1981. Afundado em brigas e em drogas, e com Jimmy Crespo na guitarra solo e Rick Dufay na guitarra base, o Aero lança seu pior disco, disparado: Rock in a Hard Place. Um único destaque, "Lightning Strikes" (gravada ainda com Whitford), num disco que parece de uma banda cover do Aero. Em 1984, em meio a boatos de que voltaram apenas pelo dinheiro, Perry e Whitford voltam à banda, para uma turnê. Ok, as brigas podem ter passado, mas as drogas ainda são problema: Tyler desmaia no palco durante um show. Em 1985, sai Done With Mirrors (por outra gravadora, a Geffen Records), bom álbum, mas sem nenhum grande hit para reviver a fama gloriosa da década de 70.

Eis que então, em 1986, os rappers do Run D.M.C. decidem fazer uma cover de "Walk This Way", convidando Tyler e Perry para cantar o refrão da música com eles. A gravação é um sucesso monstruoso: o clipe não pára de tocar na MTV americana, a música se torna um marco por ser a união de rock e rap (o que viria a gerar coisas como Faith no More, 5 anos depois, e Linkin Park + Jay-Z, 20 anos depois, por exemplo), sendo inclusive considerada pela revista Rolling Stone como uma das 40 músicas que mudaram o mundo. Pronto, o Aero estava de volta. Então, o próximo álbum de estúdio tinha de ser perfeito para o momento. E foi:Permanent Vacation, com músicas como "Dude (Looks Like A Lady)" e "Angel" (clipe digno do Piores Clipes do Mundo...), apresenta o Aerosmith a uma nova geração, e, agora, todos os integrantes estão limpos das drogas, o que ocorre até hoje. Porém, ao mesmo tempo, começa a marcar a decadência musical da banda: as composições, antes feitas apenas pelos integrantes da banda, passam a ser feitas também por hitmakers como Desmond Child, e a banda, que era um retrato do hard rock dos anos 70, vira ícone do metal farofa dos anos 80, com todos aqueles exageros do gênero. Mas ainda há muita boa música feita apenas pela banda, o que se confirma em Pump, excelente álbum, o preferido de Justin Hawkins, ex-vocalista do já acabado The Darkness. Músicas como "Janie's Got A Gun" (essa, composição de Tyler e Hamilton só, que conta com ótimo clipe de David Fincher, cotadíssimo para o Oscar 2009 de melhor diretor), "Love In An Elevator", "F.I.N.E." (sigla para Fucked-up, Insecure, Neurotic and Emotional), e a balada "What It Takes", que encerra o álbum, fazem de Pump um dos três melhores álbuns do Aerosmith, ao lado de Toys e Rocks, e é de longe o melhor da "volta" (não à toa, são os três álbuns do Aerosmith presentes no livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer").

Aqui, poderia acabar meu texto: o Aerosmith ficou irrelevante musicalmente desde então, virou "produto da indústria". Vieram os álbuns Get a Grip, com os sucessos avassaladores de "Cryin'" (cujo clipe ganhou diversos prêmios na MTV americana, rodou até quebrar a fita na brasileira...), "Crazy" (cujo clipe repete Alicia Silverstone no papel principal, assim como em "Cryin'", e traz ainda, para deleite dos homens, a linda filha de Steven, Liv Tyler) e "Amazing" (encerrando a "trilogia Alicia Silverstone"); o mais rock n' roll, e por isso melhor, Nine Lives, que marca a volta deles para a Columbia Records, num contrato milionário (com músicas como "Hole In My Soul", do famigerado clipe do nerd que cria garotas); após isso, a música da discórdia para fãs do Aero no mundo: "I Don't Want To Miss A Thing". Ela foi muito importante para a carreira deles: assim como eu, como já falei aqui, milhões de fãs conheceram a banda por meio dela, uma balada completamente açucarada, composta por Diane Warren - conhecida por compor músicas para artistas como Céline Dion - para a trilha sonora do filme Armageddon, maior bilheteria de 1998 no cinema mundial. A música foi indicada ao Oscar de 1999 (perdeu). Mas é o símbolo maior de que o Aerosmith "se vendeu". Não sei se por medo de se afundarem de novo, mas o fato é que o antigo Aero acabou em 1979, tendo uma sobrevida aceitável até 1989. Ainda tivemos os álbuns Just Push Play (o segundo pior da carreira deles, com baladas ruins e elementos eletrônicos horríveis) e Honkin' on Bobo (tributo ao blues, muito bem recebido pela crítica e pelos fãs das antigas, mas praticamente ignorado pelo público da "era Armageddon").

Além disso, o Aero tem 6 discos Ao Vivo, mais 9 (!) coletâneas, sendo 6 delas lançadas após 1994, pegando carona no sucesso de Get a Grip, e depois de "I Don't Want To Miss A Thing". A melhor coletânea é Greatest Hits, de 1980, que contempla a fase de ouro da banda. Se quiser algo dos novos hits, fique com O, Yeah! The Ultimate Aerosmith Hits, que faz um apanhado razoável da carreira da banda em quase 30 anos.

Mas, se quiser uma seleção de verdade mesmo, fique com a que fiz abaixo! Abri uma exceção: seriam 2 CDs, já que o Aero tem mais de 25 anos de carreira. No entanto, por serem minha banda favorita e por causa dessa história de terem a partir da década de 1990 sido irrelevantes musicalmente, fiz 3 CDs: os dois primeiros, com as músicas que realmente importam da banda; o terceiro, com as músicas pós-90, que é o que todos conhecem e gostam, mas, vou dizer novamente: são produto da indústria da música! São ruins! Ouçam os outros 2 CDs e conheçam o verdadeiro Aerosmith!!!

Em 2007, o Aerosmith encerrou uma turnê mundial, que passou pelo Brasil dia 12/04/2007, no Estádio do Morumbi (Eu fui! Leia ótima crítica do show aqui). Em 2008, lançaram o jogo "Guitar Hero: Aerosmith", que rendeu mais à banda que qualquer single em sua história. Prometem lançar um álbum de inéditas, ou pelo menos de outtakes (músicas antigas que foram cortadas no processo de produção de álbuns passados, em versões novas, regravadas e finalizadas) em 2009.

Aerosmith no allmusic.com: http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&sql=11:aifpxqw5ldae

CD1
1- Mama Kin
2- Dream On
3- One Way Street
4- The Train Kept A Rollin'
5- Seasons of Wither
6- Same Old Song And Dance
7- Toys In The Attic
8- Walk This Way
9- Big Ten Inch Record
10- Sweet Emotion
11- No More No More
12- You See Me Crying
13- Back In The Saddle
14- Last Child
15- Sick as a Dog
16- Nobody's Fault
17- Home Tonight

CD2
1- Draw The Line
2- Kings And Queens
3- No Surprize
4- Remember (Walking in the Sand)
5- Mia
6- Lightning Strikes
7- Let the Music Do the Talking
8- My Fist Your Face
9- Walk This Way (Feat. Run D.M.C.)
10- Rag Doll
11- Dude (Looks Like A Lady)
12- Angel
13- F.I.N.E.
14- Love in an Elevator
15- Janie's Got a Gun
16- The Other Side
17- What It Takes

CD3
1- Eat The Rich
2- Livin' On The Edge
3- Cryin'
4- Crazy
5- Amazing
6- Nine Lives
7- Falling in Love (Is Hard on the Knees)
8- Hole in My Soul
9- Ain't That a Bitch
10- Pink
11- Attitude Adjustment
12- I Don't Want To Miss A Thing
13- Jaded
14- Fly Away From Here
15- Sunshine
16- Road Runner
17- Baby Please Don't Go




O Teenage Fanclub (TFC) está para o power pop (leia mais em inglês) mais ou menos como o Bombril está para as lãs de aço. Isto significa que esta banda é parâmetro para esta vertente do rock: se você quiser saber se alguma música é ou não power pop, compare com uma do TFC, se forem parecidas...é, já deu pra entender a comparação.

A banda começou em 1989, em Glasgow, na Escócia, com a união de Norman Blake (vocais, guitarra), Raymond McGinley (vocais, guitarra principal) e Gerard Love (vocais, baixo), os três membros fixos da banda, que se mantêm unida até hoje, e que dividem entre si, quase que igualmente, a composição das músicas. Além deles, foram da banda três bateristas: Francis MacDonald (1989-1991, e desde 2002), Paul Quinn (1994-2000) e Brendan O'Hare (1991-1994 e 2000-2002), além do tecladista Finlay MacDonald (sem relação com o baterista citado anteriormente).

O primeiro álbum saiu em 1990, A Catholic Education, um disco cheio de guitarras distorcidas, algo um pouco fora do power pop que fariam depois, na verdade. Era um disco próximo do grunge, que viria a explodir no ano seguinte. Foi bem recebido pela crítica e pelo público de rock alternativo, e tem como obrigatória a música "Everything Flows".

Em 1991, lançam o EP The King, basicamente instrumental, mas que continha uma versão power pop de "Like A Virgin", da Madonna. Assinam com a Geffen Records, e lançam um dos álbuns presentes no livro "1001 Discos para Ouvir Antes de Morrer": Bandwagonesque. Com esse álbum, alcançam o reconhecimento máximo da crítica, viram o hype do momento. O disco chega a ser eleito o melhor do ano pela revista Spin, sendo que também foram lançados em 1991 álbuns como Nevermind, do Nirvana, ou ainda Achtung Baby, do U2, para citar só dois muito mais conhecidos. São eleitos também a grande promessa de 1992 pela Rolling Stone. No entanto, o sucesso de público não veio, apesar de grandes canções, hoje verdadeiros hinos power pop (ok, com mais guitarras que o normal do gênero), como "The Concept" e "Star Sign".

Em 1993, lançam um disco um pouco mais próximo do primeiro que do segundo, menos power pop e mais guitarras distorcidas, Thirteen. "Hang On" é uma das belas músicas do álbum, mas, se não conquistaram o público com sua obra-prima anterior, não seria com esse disco mediano que isso iria acontecer...

Eis que, em 1995, lançam Grand Prix. Esse é, pra mim, "O" álbum do TFC. É o retrato perfeito do que é power pop que falei no início do texto. Um dos poucos discos que ouço do início ao fim sem pular nada, gostando de absolutamente cada segundo, Grand Prix tem a única música deles que chegou a ter algum sucesso no Brasil, "Sparky's Dream". De resto, o álbum é cheio do que fãs de power pop, como eu, adoram: melodias assobiáveis, bateria que se segue batendo palminha, harmonias vocais nos refrões, que são mais pegajosos que chiclete...Enfim, um dos meus discos favoritos. Tem nada menos que 8 das 13 músicas dele na coletânea que fiz abaixo...

Porém, o disco não vendeu muito bem (nos EUA, no Reino Unido foi bem), e a gravadora Geffen os dispensou. De volta a uma gravadora menor, em 1997 lançam um disco também muito bom, Songs From Northern Britain. Esse chegou ao terceiro lugar nas paradas britânicas, foi o maior sucesso comercial deles mundialmente. Músicas como "Planets" mostram uma produção mais elaborada que a dos outros álbuns, mais "limpos": em Songs, temos uma maior presença de instrumentos de cordas (violinos, etc.). Além disso, uma das mais lindas composições do TFC está nesse álbum: "Your Love Is the Place Where I Come From".

Em 2000, lançam Howdy!, álbum um pouco mais "sério" que os outros, digamos: menos palminhas, menos animação. Só uma música realmente merece destaque: "I Need Direction". Em 2002, sai Words of Wisdom and Hope, um álbum do TFC em colaboração com Jad Fair. Nada relevante para a discografia da banda. Em 2003, lançam a coletânea Four Thousand Seven Hundred And Sixty-Six Seconds - A Shortcut To Teenage Fanclub, que, sim, realmente dura os 4766 segundos do título, tem 18 músicas de álbuns de estúdio mais 3 inéditas, também sem relevência na carreira deles.

Em 2005, sai Man-Made, álbum no qual o Teenage Fanclub mostra que ainda está em ótima forma: apesar de não tão animado quanto Grand Prix, por exemplo, não é tão desanimado quanto Howdy!, e é um ótimo álbum, com músicas que tem melodias excelentes, refrões grudentos, só ficam faltando as palminhas...

Em agosto, a banda começou a trabalhar no seu novo álbum de estúdio, que deverá ser lançado em 2009.

Teenage Fanclub no allmusic.com: http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&sql=11:3ifqxqr5ldse

CD
1- Everything Flows
2- The Concept
3- What You Do To Me
4- Star Sign
5- Hang On
6- Radio
7- About You
8- Sparky's Dream
9- Mellow Doubt
10- Don't Look Back
11- Versimilitude
12- Neil Jung
13- Say No
14- I'll Make It Clear
15- I Don't Want Control of You
16- Planets
17- Your Love Is the Place Where I Come From
18- I Need Direction
19- It's All In My Mind
20- Cells
21- Flowing

Textos #1 - Poesia também é cultura pop!

Posted: –
Tinha como lema NUNCA divulgar nenhum poema que eu havia feito inspirado em garotas que eu amei, por achar que eles eram algo que deveria ficar apenas entre nós dois, eram algo que pertencia apenas a nós dois. No entanto, acabei mudando de idéia...Este abaixo, foi feito há poucas horas, inspirado num passado recente. Passado que já foi deixado para trás, que fique claro! Esse poema é sobre alguém, e não para alguém. E só consegui escrevê-lo agora, que todo o encanto em torno dela se foi. Como literatura - e poesia é um dos tipos de literatura - também é cultura pop, vai abaixo esse poema:


A mulher ideal se basta

Pensei que tinha encontrado
a mulher ideal.
Linda, culta, um achado.
Além disso, legal!

Mais velha, mas não tanto,
furacão em minha mente,
apareceu de repente
e abalou não sabe quanto.

E que corpo, que boca...
Sim, um pouquinho louca.
Esse era seu defeito
e também seu confeito.

Pena não querer nada comigo,
diz que quer apenas um amigo.
Não, ela não é casta.
Acho que ela se basta.

Notas #1 - Aniversário de Elvis Presley

Posted: quinta-feira, 8 de janeiro de 2009 –

Sim, ele morreu. Mas, caso estivesse vivo, hoje, dia 08 de janeiro de 2009, Elvis Aaron Presley estaria completando 74 anos de vida. Se estivesse vivo, também, seu irmão gêmeo natimorto (que se chamaria) Jesse Garon Presley também completaria 74 anos.

Não sabiam que ele teria um irmão gêmeo? E que ele era naturalmente loiro, como mostra a foto que ilustra esse post, e que começou a pintar os cabelos ainda no comecinho da carreira, no fim dos anos 50, por achar que o preto combinava melhor com ele? Outra curiosidade: antes de morrer (em 16 de agosto de 1977), Elvis Presley consumia cerca de 94 mil calorias por dia!!! Só o café da manhã dele incluía mais de 5 mil calorias: 6 ovos quentes com manteiga, ½ quilo de bacon, 250 gramas de lingüiça e 12 biscoitos amanteigados. Minha nossa... Mas ele morreu por colapso fulminante associado à disfunção cardíaca, provavelmente (tudo será para sempre controverso) causada pela ingestão de trocentos remédios (por exemplo: tomava remédio para ficar acordado durante o dia, aí tinha que tomar outro para dormir...).

Abaixo, dois extremos da carreira desse homem que mudou a história da cultura pop mundial: o primeiro, é o primeiro registro dele em vídeo, de 25 de abril de 1955; o segundo, é a última música cantada por ele em seu último show, "Unchained Melody", dia 21 de junho de 1977. A versão mais famosa dela é da dupla The Righteous Brothers, que tocou nessa cena do filme Ghost - Do Outro Lado da Vida.




Filmes no cinema #1 - "Rebobine, Por Favor"

Posted: quarta-feira, 7 de janeiro de 2009 –
Antecipando o dia do primeiro post...mas deixando pro dia 10/01 o post prometido, lá vai um sobre cinema:


Nota: 8,0


"Rebobine, Por Favor" é o último filme do renomado diretor francês Michel Gondry. Além de 4 longas, 3 documentários, alguns curtas e também filmes publicitários, ele é famoso pelos clipes que dirigiu: começou sua carreira na França, em 1988, dirigindo clipes da banda de rock da qual era baterista, o Oui Oui. Seu primeiro vídeo pode ser visto aqui. Em 1993, dirigiu seu primeiro vídeo para um artista dos EUA, "She Kissed Me" de Terence Trent D'arby. Com "Human Behaviour", de Björk, no mesmo ano, Gondry alcança status de grande diretor de clipes (é reconhecido atualmente como um dos melhores de sempre), e passa a ser requisitado por artistas como The Rolling Stones, Foo Fighters, The Chemical Brothers e The White Stripes.

Paralelamente a isso, lança seu primeiro longa em 2001, "A Natureza Quase Humana" primeira parceria com o roteirista Charlie Kaufman. A segunda parceria gerou um filme brilhante, uma obra-prima do século XXI: "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", de 2004. Em 2006 lançou "Sonhando Acordado", filme fantasioso, romântico, engraçado e tocante, marcas do cineasta, mas não tão genial quanto o outro. (Só não vi o primeiro filme...).

Em 2008, com "Rebobine, Por Favor", Gondry utiliza mais uma vez sua maneira "fabulosa" (no sentido de transformar em fábula) de contar uma história, partindo de argumento um tanto quanto bizarro - Jerry (Jack Black, engraçado e exagerado, como sempre) fica magnetizado e acaba apagando todos os filmes VHS da locadora onde seu amigo Mike (Mos Def, esse sim excelente no papel) trabalha -, é verdade. Então, os dois amigos decidem que vão refilmar os filmes que os clientes desejarem alugar. Obviamente, de uma maneira tosquíssima, filmes como "Os Caça-Fantasmas", "A Hora do Rush 2" (com direito a Jack Black imitando o sotaque de Jackie Chan...), "O Rei Leão" (sim, eles dão um jeito de refilmarem uma animação!), "King Kong", entre outros, são "suecados", termo usado no filme para se referir a essas refilmagens. Os filmes "suecados" são um sucesso, e toda a vizinhança começa a encomendar mais e mais filmes para que os amigos "suequem-nos" (o verbo é inventado no filme, não por mim...), que ganham a companhia de vários de seus clientes nas filmagens, agora. Depois de dezenas e dezenas de filmes, advogados de Hollywood aparecem, reivindicando direitos autorais, e então as fitas são destruídas. Elas eram o único modo de conseguir dinheiro para salvar a locadora (já que ninguém mais quer alugar VHS dos filmes comuns, mas dos "suecados", sim), que seria demolida caso não fossem feitas reformas. Daí pra frente, é o fim do filme, não vou contar...

O filme é muito bom, mas tem muito potencial não desenvolvido: as cenas dos atores refazendo os filmes clássicos não são tão engraçadas como se espera, e o argumento absurdo do início, ao menos pra mim, tira grande parte da graça da história. No entanto, se visto não como comédia que apenas deve fazer rir, o filme melhora muito: ao mostrar que o tosco e caseiro faz sucesso, Gondry mostra o quanto efeitos especiais e super-astros das produções hollywoodianas são dispensáveis a um filme de sucesso, basta uma boa idéia e certa competência em sua execução. "Rebobine, Por Favor", também faz uma homenagem à magia do cinema, à alegria e bem-estar que este pode proporcionar às pessoas. Outro tema que o filme aborda, meio que "de passagem", pode ser resumido numa frase do roteiro a qual pra mim foi marcante: "O passado pode ser mudado". Com ela, Gondry quer mostrar o poder que um cineasta tem nas mãos, já que muitas vezes a história a ser contada por ele é desconhecida da maioria, o que abre a possibilidade de manipulá-la. Aliás, essa variedade de temas abordados é mais um defeito do filme: ao tratar de vários assuntos, nenhum acaba sendo aprofundado. Além disso tudo, o filme pode ser encarado como um estímulo à criação de novos cineastas mundo à fora, o que é corroborado pela exposição "Rebobine, Por Favor - A Exposição", em cartaz no MIS - Museu da Imagem e do Som até 11 de janeiro, que será tema de um post em breve.

Listas dos melhores de 2008

Posted: –
Para aquecer: listas dos melhores do ano que passou, na minha opinião!


Top 5 - Melhores álbuns de 2008:

1- The Raconteurs - Consolers Of The Lonely
2- Kings Of Leon - Only By The Night
3- Counting Crows - Saturday Nights and Sunday Mornings
4- Paul Weller - 22 Dreams
5- Nick Cave & The Bad Seeds - Dig Lazarus Dig!!!, empatado com Sons & Daughters - This Gift


Top 5 - Melhores músicas de 2008

1- Kings Of Leon - Use Somebody
2- The Raconteurs - Many Shades Of Black
3- Julieta Venegas & Marisa Monte - Ilusión
4- Morrissey - That's How People Grow Up
5- Counting Crows - You Can't Count On Me


Top 10 - Melhores filmes que vi no cinema em 2008

1- Onde Os Fracos Não Têm Vez
2- Sinédoque, Nova Iorque
3- Batman - O Cavaleiro das Trevas
4- Wall-E
5- Os Indomáveis
6- Sangue Negro
7- Desejo e Reparação
8- Speed Racer
9- Homem de Ferro
10- Trovão Tropical

Obs: "Sinédoque, Nova Iorque" foi visto na Mostra de Cinema de São Paulo, e ainda não tem previsão de estréia em circuito nacional.